A evolução da tecnologia na Medicina

A evolução da tecnologia na Medicina foi fundamental para o avanço da área da saúde. Afinal, sem descobertas como as vacinas, antibióticos, raio-X e outras inovações, não estaríamos onde estamos hoje.


Conheça alguns acontecimentos que marcaram a evolução da tecnologia na Medicina.

No século XX, as tecnologias de informação inovaram com as telecomunicações, criação dos computadores pessoais, surgimento da internet, e avanços como nanotecnologia e biotecnologia.


1. Computador programável


O conceito do computador mecânico programável foi originado por Augusta Ada King, conhecida como condessa de Lovelace, em conjunto com Charles Babbage, em 1834.

Suas contribuições foram fundamentais para a evolução dessas máquinas, e os primeiros computadores pessoais surgiram em 1960 a 1970.


O computador programável foi fundamental para a Medicina, apesar de, atualmente, nossos computadores serem mais modernos e inteligentes.


2. Eletrocardiograma


O conceito de eletrocardiograma foi desenvolvido por Willem Einthoven no século XIX, razão pelo qual é conhecido como “pai da eletrocardiografia”.


Porém, foi em 1887 que foi criado o primeiro eletrocardiograma de superfície, pelo fisiologista Augustus Desiré Waller, do St. Mary’s Medical School de Londres.

Ele foi o primeiro profissional a realizar um eletrocardiograma em um ambiente hospitalar.


3. Raio-x


Foi em 1895 que a descoberta do raio-x e a primeira radiografia foram concebidas pelo Wilhelm Conrad Roentgen, físico alemão que conquistou o prêmio Nobel de Física, em 1901.


Naquele ano, Wilhelm publicou o artigo “Sobre uma nova espécie de raios”, no qual divulgou seus experimentos com radiografia para obter imagens internas de um ser humano.


No final de 1895, conseguiu realizar a primeira radiografia da história, e sua contribuição foi essencial para que os profissionais de saúde pudessem examinar seus pacientes sem procedimentos invasivos.


4. Telescópio eletrônico


Em 1910, Sidney George Brown criou o telescópio eletrônico, descoberta fundamental para que a Telemedicina pudesse ser implementada ao redor do mundo.


S. G. Brown era um engenheiro eletrônico britânico, e é lembrado como pioneiro no design de equipamentos de rádios e alto-falantes.


Em 1911 criou a companhia S. G. Brown LTD para fabricar equipamentos de telefone, rádios, fones de ouvido, entre outras tecnologias.


5. Rádio


O rádio foi uma invenção essencial não apenas para a Medicina, mas para toda a história da comunicação.


Em meados de 1945, por exemplo, seu uso foi importantíssimo durante a Segunda Guerra Mundial, pois os médicos conseguiam entrar em contato com diferentes estações costeiras para auxiliar os militares.


Além disso, ele também permitiu atendimento médico aos astronautas, que compartilhavam dados sobre sua saúde para os médicos da NASA.


Muitos historiadores consideram a primeira transmissão radiofônica em 1906, mas as primeiras transmissões para entretenimento ocorreram em 1920, nos Estados Unidos e Argentina.


6. Ressonância Magnética


Felix Bloch e Edward Purcell receberam o prêmio Nobel em 1952 pela invenção da ressonância magnética.


Eles descobriram o fenômeno em 1946, e entre 1950 e 1970, esse método de de diagnóstico de imagens foi desenvolvido para análise moleculares físicas e químicas.


Raymond Damadian incentivou o uso da ressonância magnética como método de detecção de doenças em 1971, ao descobrir diferença no tempo de relaxamento de diferentes tumores e tecidos.


Em 1977, Raymond apresentou a ressonância nuclear magnética com campo focado. Naquele mesmo ano, Peter Mansfield desenvolveu a técnica EPI (eco-planar), que originou as imagens de vídeo.


7. Tomógrafo


William Henry Oldendorf conseguiu criar a tomografia computadorizada por meio de várias descobertas iniciadas em 1961.


Ele realizou as primeiras experiências com imagens computadorizadas, porém o método não conseguiu ser aplicado de forma efetiva por falta de suporte matemático teórico.


Entre 1963 e 1964 o físico sul-africano Allan MacLeod Cormack conseguiu criar o método matemático necessário para refazer as imagens.


Sir Godfrey Newbold aperfeiçoou os conhecimentos sobre tomografia e desenvolveu uma forma de reconstruir imagens a partir dos raios-x, por meio da tomografia axial computadorizada.


8. Impressora 3D


A impressora 3D é uma inovação tecnológica que permite a criação de um modelo tridimensional por sucessivas camadas de um material específico.


Entre suas principais vantagens, podemos citar a produção de formatos que não são viáveis em outras produções, pois a maioria exige uso de moldes, enquanto a impressora 3D produz livremente seus materiais.


Entenda melhor o funcionamento da impressora 3D com o vídeo a seguir:




Ela surgiu em 1984, inventada por Chuck Hull, um engenheiro físico norte-americano, utilizando a estereolitografia.


As primeiras versões comerciais da impressora 3D foram desenvolvidas por S. Scott Crump.


Hoje, as impressoras 3D são usadas na Medicina de diversas formas, como impressão de órgãos criados com base nas células dos pacientes, identificação de tumores em visão 3D, e muito mais.


9. Robôs-cirurgiões


Em 1998 surgiram os primeiros robôs-cirurgiões, e o primeiro estabelecimento médico a realizar cirurgias por meio deles foi o Hospital Broussais, em Paris.


Também conhecidos como robôs da Telemedicina, eles são guiados por um médico que conta com uma visão ampliada em 3D para realizar a cirurgia à distância.


Confira os principais benefícios dos robôs-cirurgiões:


Cirurgias menos invasivas para pacientes, devido aos cortes cirúrgicos pequenos proporcionados pelo tamanho dos braços robóticos, além da precisão das microcâmeras de vídeos;


Recuperação dos pacientes de forma mais rápida e eficiente. Diferente de um cirurgião humano, os robôs têm movimentos precisos e calculados, ao serem guiados por um profissional de saúde experiente;


Acesso à cirurgias de qualidade para todas as pessoas, independentemente da sua localização geográfica. Com a cirurgia à distância, os pacientes contam com profissionais qualificados, mesmo em regiões de difícil acesso.



10. Nanorobôs


A nanotecnologia é um dos avanços tecnológicos mais recentes e importantes na área da saúde.


Os nanorobôs são capazes de acessar as células mais profundas sem procedimentos invasivos, por meio da corrente sanguínea do paciente, ingestão de pílulas, entre outros métodos.


Um ótimo exemplo da contribuição da nanotecnologia para a Medicina são os nanorobôs criados pelos cientistas da The Chinese Academy of Sciences e Arizona State University.


Uma pesquisa divulgada pela Nature afirma que os cientistas conseguiram utilizar os nanorobôs para rastrear e atacar tumores, sem agredir nenhuma célula saudável pelo caminho.


“Robôs em nanoescala têm potencial como sistemas inteligentes de administração de medicamentos que respondem a gatilhos moleculares. Usando origami de DNA, construímos um robô autônomo de DNA programado para transportar cargas úteis e apresentá-las especificamente em tumores.”


11. Wearables


Os wearables são conhecidos como dispositivos vestíveis inteligentes.

Você provavelmente conhece eles por meio de tecnologias como Apple Watch, Smartwatch, Galaxy Watch, entre outros.


Sua principal contribuição para a Medicina é o monitoramento constante da saúde dos pacientes, que contribui diretamente para a prevenção e aumento da qualidade de vida.

Os relógios inteligentes citados acima, por exemplo, conseguem verificar o nível de batimento cardíaco, registrar fluxo menstrual, aumento de temperatura, e até mesmo prever uma situação de emergência.


Alguns wearables como o Apple Watch, acionam automaticamente a emergência e contatos familiares, quando percebem um ataque cardíaco em seu usuário.


Todos esses dados podem ser enviados para os profissionais de saúde em tempo real, fator que contribui para a consumerização da Medicina (pacientes que utilizam tecnologias para monitorar sua saúde).


13. Engenharia genética


A edição genética, ou edição de genoma, é um procedimento em que trechos específicos do DNA são substituídos, eliminados ou alterados, permitindo uma substituição por novas sequências de genes.


O estudo Edição Genética: riscos e benefícios da modificação do DNA humano, divulgado pela Scielo, aborda a discussão polêmica ao redor dessa inovação.


Apesar da edição genética ainda estar sendo discutida na área da saúde, muitos especialistas afirmam que no futuro, os pais poderão escolher as características dos bebês antes de seus nascimentos.